Grupo de alunas do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera Sorocaba

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Sorocaba, São Paulo, Brazil
Blog criado por: Alda de Souza Santos, Andrea Araújo Bento Guinati, Debora Aparecida Saverio e Maria da Guia Pires Galdino, alunas do curso de Pedagogia, na modalidade EAD, da Faculdade Anhanguera, Polo de Sorocaba. O blog busca divulgar a importância da inclusão de crianças com necessidades especiais no sistema de ensino regular, conforme Desafio Profissional interdisciplinar das matérias Aprendizagem e Desenvolvimento Social da Criança, Introdução à Educação Virtual e Direitos Humanos, proposto aos alunos de Pedagogia.

segunda-feira, 25 de maio de 2015


Turma da professora Natália 

Turma de inclusão (surdo-mudo, com interprete de LIBRAS)
Tema da aula: Dengue







domingo, 24 de maio de 2015




Como as crianças enxergam as diferenças


                                                              Andreus Vinícius 9 anos
Kit Inclusão




Cada uma requer recursos e cuidados bastante específicos:
– o aluno surdo precisa de um interprete de LIBRAS  (língua brasileira de sinais);
– o aluno cego precisa de todo um material em BRAILLE , além de marcações no piso para o seu percurso e mapas táteis para sua localização;
– o aluno com síndrome de down necessita de um currículo prático com atividades que sejam multi-sensoriais e que ativem a motricidade;
– o aluno hiperativo um atendimento individualizado que estabeleça com clareza as regras, uma relação olho no olho ;
– o aluno com paralisia cerebral necessita de recursos pedagógicos adaptados para a suas limitações e capacidades.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Depoimento:

Psicopedagoga Maria do Carmo Prohaska




         Acredito sim na inclusão, mas antes os pais tem que aceitar o filho como ele é, saber de suas limitações e de suas potencialidades.
         A indisciplina é um fator destruidor na inclusão, pesa mais que a própria deficiência.
        Para trabalhar a inclusão o professor necessita de recursos que o ajude no decorrer de suas tarefas, e apoio psicológico que o prepare para lidar com crianças que precisam de uma atenção especial, com isso obterá bons resultados ao desempenhar o seu papel.
       Já tive várias salas de inclusão, com resultados satisfatórios. Porém também passei  por uma experiência desgastante onde os resultados não foram bons.


       Aluno com hidrocefalia, comprometimento parcial motor e cognitivo  e traços de hiperatividade


 Foi meu aluno em uma turma de segundo ano. Busquei informações com os profissionais da instituição que frequentava no período da manhã, meu questionamento foi para saber se a inclusão era apenas de socialização ou poderia ser considerado aluno regular com condições de alfabetização.
        Fui orientada a trata-ló como aluno regular, mas respeitando suas limitações.  A maior dificuldade foi a indisciplina, com a recusa constante de participar das atividades propostas, corria pela sala, arrancava o lápis e cadernos dos colegas, batia nas cadeiras fazendo um barulho ensurdecedor e outras vezes agredia fisicamente as outras crianças. Sempre que isso acontecia eu chamava os pais que acabavam por colocar a culpa na escola. Procurei ajuda mais uma vez e conseguimos passa-lo com um neuro infantil e com a introdução de medicamentos conseguimos alguns progressos. Seu comportamento melhorou e se mostrava interessado nas atividades, conseguiu aprender a escrever seu nome na lousa. Eu fotografava para registrar seus avanços. Até que a mãe suspendeu sua medicação e com essa atitude a criança voltou a ter o comportamento de antes.
        O resultado desta experiência não foi bom, nem pra mim, nem para a turma e muito menos para a criança especial, por este motivo se faz necessário que o professor de inclusão seja especializado e que a escola ofereça boas condições, com materiais e ambientes adaptados, além de todo apoio psicológico ao professor e ao aluno, sem falar da importância da família na construção da aprendizagem e aceitação na sociedade.
        A criança com necessidades especiais precisa de carinho, dedicação e  uma atenção maior que as outras, mais isso não faz dela incapaz de aprender, pelo contrário com a cooperação de todos os resultados pode ser surpreendentes.

domingo, 10 de maio de 2015




Programa Educação Inclusiva:  direito à diversidade



A escola não pode tudo, mas pode mais. Pode acolher as diferenças. É possível fazer uma pedagogia que não tenha medo da estranheza, do diferente, do outro. A aprendizagem é destoante e heterogênea. Aprendemos coisas diferentes daquelas que nos ensinam, em tempos distintos, (...) mas a aprendizagem ocorre, sempre. Precisamos de uma pedagogia que seja uma nova forma de se relacionar com o conhecimento, com os alunos, com seus pais, com a comunidade, com os fracassos (com o fim deles), e que produza outros tipos humanos, menos dóceis e disciplinados.

(ABRAMOWICZ, 1997).


Ministério da Educação Secretaria de Educação Especial


 Para mais informações clique aqui

Olhe o mundo com a coragem do cego, entenda as palavras com a atenção do surdo, fale com a mão e com os olhos, como fazem os mudos!
Cazuza


Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.
Mario Quintana
Entrevista :
Professora Natalia Rodrigues  Arruda da Silva
Formada em Letras/ Português  e Língua Brasileira de Sinais


  Comecei a trabalhar na rede Publica de Ensino em 2010 como estagiária, foi quando me deparei com alunos surdos na sala de aula, vendo a necessidade de comunicação com eles fui me especializar em Línguas de Sinais.
   Hoje estou inserida numa sala de aula regular para atender uma aluna surda com 19 anos que não é alfabetizada, faço a interpretação das aulas para a aluna ter entendimento.
  Nossa função no estado não é de traduzir mas ser interlocutor, além de interpretar as aulas fazemos adaptação de provas e trabalhos pra um melhor desenvolvimento do aluno surdo.
  A escola onde leciono ( Genésio Machado – Sorocaba) é a única que está preparada para receber alunos com essa deficiência, esta equipada com um grande laboratório  de informática, aonde utilizamos o recurso visual para melhor entendimento da matéria .
   Temos também uma sala de recurso onde é aplicado reforço, atividades e desenvolvimento de trabalho com tema proposto.
Percebo que falta profissionais capacitados para atender a demanda, cada interlocutor pode acompanhar três  alunos em sala de aula, apenas a rede publica esta prestando esse atendimento aos alunos surdo.

    No dia a dia usamos também um aplicativo no celular chamado “ PRODEAF” que auxilia na comunicação, quando esquecemos ou temos duvidas digitamos a palavra ou frase e aparece um tradutor fazendo os sinais de libras.

   Como as crianças enxergam as diferenças


                     
                                                         Igor Chan - 10 anos

sábado, 2 de maio de 2015

                                      Síndrome de Down


A trissomia 21, a chamada síndrome de Down, é uma condição cromossômica causada por um cromossomo extra no par 21. Crianças e jovens portadores da síndrome têm características físicas semelhantes e estão sujeitos a algumas doenças. Embora apresentem deficiências intelectuais e de aprendizado, são pessoas com personalidade única, que estabelecem boa comunicação e também são sensíveis e interessantes. Quase sempre o “grau” de acometimento dos sintomas é inversamente proporcional ao estímulo dado a essas crianças durante a infância.
Normalmente, os humanos apresentam em suas células 46 cromossomos, que vem em 23 pares. Crianças portadoras da síndrome de Down têm 47 cromossomos, pois têm três cópias do cromossomo 21, ao invés de duas. O que esta cópia extra de cromossomo provocará no organismo varia de acordo com a extensão dessa cópia, da genética familiar da criança, além de fatores ambientais e outras probabilidades.
Normalmente, os humanos apresentam em suas células 46 cromossomos, que vem em 23 pares. Crianças portadoras da síndrome de Down têm 47 cromossomos, pois têm três cópias do cromossomo 21, ao invés de duas. O que esta cópia extra de cromossomo provocará no organismo varia de acordo com a extensão dessa cópia, da genética familiar da criança, além de fatores ambientais e outras probabilidades.

                                       Sintomas da Síndrome de Down

Crianças com a síndrome de Down têm deficiências intelectuais e algumas características físicas específicas. Elas têm olhos amendoados, devido às pregas nas pálpebras e em geral são menores em tamanho. As mãos apresentam uma única prega na palma, em vez de duas. Os membros são mais curtos, o tônus muscular é mais fraco e a língua é protrusa, maior do que o normal.
Problemas de saúde e de aprendizado podem ocorrer, mas estes variam de criança para criança. Cada portador da síndrome de Down é único, os sintomas e sinais podem ser de moderados a severos.
Para saber mais clique aqui



Viver a diferença

Amar em sinceridade,

Incluir na vida o respeito

Superar dificuldades.

Construir um mundo mais justo

Onde todos tenham o mesmo valor

Pobres, idosos, crianças,

Sem distinção de raça ou cor.

Ser apenas diferente

Na vida ninguém é igual

Somos todos únicos, diferentes,

Deus fez a cada um especial.

Amar a todos sem distinção

Fazer da diferença o aprendizado

Pessoas portadoras de necessidades

Somos todos nós que precisamos viver em igualdade.

Uns precisam mais de carinho

Outros de estímulo para seguir

Outros andam com dificuldade

Precisam de guia, de apoio para prosseguir.

Alguns veem com olhos da alma

Outros falam a linguagem das mãos

Somos todos diferentes

Brancos, mulatos, negros, irmãos!

Há que se viver a diferença

E nela aprender a amar

Respeitando a todos seremos unidos

E vida feliz vamos todos ganhar.

Paula Belmino

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Como as crianças enxergam as diferenças

Victor Hugo - 9 anos

Victor Hugo - 9 anos



Como as crianças enxergam as diferenças

Maria Fernanda Neri - 10 anos

Pergunta - Qual o nome do seu amigo?
Resposta - Matheus

P - Como o conheceu?
R - Na escola, estudávamos na mesma sala de aula

P - Como ele se comportava nas brincadeiras?
R - Ele brincava normalmente, nem percebíamos que não tinha uma das pernas, até ajudamos ele  a pular corda e depois pulava com um pé só.

P - Como você enxergava a deficiência dele?
R - Eu não via, para mim ele era normal, "ele não é diferente".

Como as crianças enxergam as diferenças

Maria Eduarda - 9 anos

Como as crianças enxergam as diferenças

Victoria Caroline Grisolia Saverio - 9 anos

Como as crianças enxergam as diferenças

Maria Clara - 9 anos

Pergunta - Qual o nome do seu amigo?
Reposta - Anderson

P - Como o conheceu?
R - Ele é meu primo.

P - Como seu amigo é durante as brincadeiras?
R - Adora brincar, correr  e pular muito.

P - Como você enxerga a deficiência dele?
R - Nunca achei que a deficiência dele atrapalhava, "nada muda com as diferenças."

Como as crianças enxergam as diferenças

Raphaela -9 anos

Pergunta - Qual o nome do seu amigo?
Resposta - João Pedro

P - Como você o conheceu?
R - Conheci através do meu pai.

P - Como o seu amigo age quando esta com você?
R - Age normalmente, adora conversar, brincar, jogamos xadrez e falamos sobre tudo.

P - Como você enxerga a deficiência dele?
R - Têm algumas coisas que ele não consegue fazer, mas ele não sofre por isso. Dou muita atenção a ele: "acho ele muito legal e divertido".

Como as crianças enxergam as diferenças

Pablo Oliveira - 10 anos




     A fim de discutir problemas enfrentados diariamente pelas pessoas com deficiência e seus familiares, o quarto ano da Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência movimentou o Senado e a sociedade.Entre os dias 2 e 5 de dezembro de 2008, a Casa recebeu visitas de personalidades como o cartunista Maurício de Sousa e personagens da Turma da Mônica, o ator Marcos Frota, o iatista Lars Grael, além de adultos e crianças com algum tipo de deficiência e alunos de várias escolas do Distrito Federal.
     A Semana iniciou com uma sessão de autógrafos de Maurício de Sousa, que apresentou os novos personagens Luca (cadeirante) e Dorinha (deficiente visual). O Coral do Senado interpretou a canção “Meu nome é Luca e Dorinha”, da Turma da Mônica e a TV Senado exibiu o vídeo do Programa de Acessibilidade e Valorização da Pessoa com Deficiência.
     "O papel da Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência”


     

quarta-feira, 29 de abril de 2015

"Somos diferentes mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais."

                                                                              Autor desconhecido

segunda-feira, 27 de abril de 2015



                            Sou diferente

            Sou deficiente, e dai?
            Foi Deus que quis assim?
            Devo desistir de viver?
            Sou gente igual a você.
            Por que tanto preconceito?
            Sei que tenho muitas limitações.
            Mas, também sou movida a emoções.
            Pode chegar perto de mim,
            Deficiência não se contrai assim.
            Antes de me julgar pela aparência,
            Faça um exame de consciência.
            Por que me exclui da sociedade?
            Ao invés disso, vamos ser amigos de verdade.
            Pense antes de falar,
            Pois suas palavras poderão me magoar.
            Minha vida se torna um tormento,
            Por você não respeitar meus sentimentos.
            Lembre-se: eu tenho um coração a pulsar
            E também, como você, sou capaz de amar.

                                 Ilza Maria de Oliveira 

sábado, 25 de abril de 2015

Diferente

O diferente

Ser diferente não é deficiência
Deficiência é ter preconceito
A arrogância muda à ciência
Da mente monstruosa do "perfeito"

Quando especial é o ser humano
Ele mostra maior inteligência
Nunca ofende quem o trata mal
Vê o designo divino na sua essência

O mundo precisa aprender deles
E nunca os ignorar por egoísmo
Tudo poderia ser um pouco melhor
O medo de os aceitarem faz isso

Não estou falando de pobreza
Etnia ou mesmo comportamento
A falência que causa tristeza
É o desrespeito com os "especiais"