Grupo de alunas do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera Sorocaba

Minha foto
Sorocaba, São Paulo, Brazil
Blog criado por: Alda de Souza Santos, Andrea Araújo Bento Guinati, Debora Aparecida Saverio e Maria da Guia Pires Galdino, alunas do curso de Pedagogia, na modalidade EAD, da Faculdade Anhanguera, Polo de Sorocaba. O blog busca divulgar a importância da inclusão de crianças com necessidades especiais no sistema de ensino regular, conforme Desafio Profissional interdisciplinar das matérias Aprendizagem e Desenvolvimento Social da Criança, Introdução à Educação Virtual e Direitos Humanos, proposto aos alunos de Pedagogia.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Depoimento:

Psicopedagoga Maria do Carmo Prohaska




         Acredito sim na inclusão, mas antes os pais tem que aceitar o filho como ele é, saber de suas limitações e de suas potencialidades.
         A indisciplina é um fator destruidor na inclusão, pesa mais que a própria deficiência.
        Para trabalhar a inclusão o professor necessita de recursos que o ajude no decorrer de suas tarefas, e apoio psicológico que o prepare para lidar com crianças que precisam de uma atenção especial, com isso obterá bons resultados ao desempenhar o seu papel.
       Já tive várias salas de inclusão, com resultados satisfatórios. Porém também passei  por uma experiência desgastante onde os resultados não foram bons.


       Aluno com hidrocefalia, comprometimento parcial motor e cognitivo  e traços de hiperatividade


 Foi meu aluno em uma turma de segundo ano. Busquei informações com os profissionais da instituição que frequentava no período da manhã, meu questionamento foi para saber se a inclusão era apenas de socialização ou poderia ser considerado aluno regular com condições de alfabetização.
        Fui orientada a trata-ló como aluno regular, mas respeitando suas limitações.  A maior dificuldade foi a indisciplina, com a recusa constante de participar das atividades propostas, corria pela sala, arrancava o lápis e cadernos dos colegas, batia nas cadeiras fazendo um barulho ensurdecedor e outras vezes agredia fisicamente as outras crianças. Sempre que isso acontecia eu chamava os pais que acabavam por colocar a culpa na escola. Procurei ajuda mais uma vez e conseguimos passa-lo com um neuro infantil e com a introdução de medicamentos conseguimos alguns progressos. Seu comportamento melhorou e se mostrava interessado nas atividades, conseguiu aprender a escrever seu nome na lousa. Eu fotografava para registrar seus avanços. Até que a mãe suspendeu sua medicação e com essa atitude a criança voltou a ter o comportamento de antes.
        O resultado desta experiência não foi bom, nem pra mim, nem para a turma e muito menos para a criança especial, por este motivo se faz necessário que o professor de inclusão seja especializado e que a escola ofereça boas condições, com materiais e ambientes adaptados, além de todo apoio psicológico ao professor e ao aluno, sem falar da importância da família na construção da aprendizagem e aceitação na sociedade.
        A criança com necessidades especiais precisa de carinho, dedicação e  uma atenção maior que as outras, mais isso não faz dela incapaz de aprender, pelo contrário com a cooperação de todos os resultados pode ser surpreendentes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário